Ana Clara de Souza (estagiária) / Assecom/AIA

O último ciclo de reuniões sobre a Indicação Geográfica (IG) do Queijo Cabacinha, neste ano, aconteceu na tarde de ontem (5), na comunidade Água Emendada, zona rural de Alto Araguaia (415km de Cuiabá). Organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae-MT), com apoio da Prefeitura Municipal, o encontro abordou ações do Programa Nosso Leite, para 2018, além da Indicação Geográfica.

Nas orientações, os produtores tiraram dúvidas sobre as vantagens e novos desafios caso seja aprovada a IG do Queijo Cabacinha. O Sebrae promove este tipo de ação para ajudar os micro empreendedores a administrar a produção e a nova demanda. O intuito, é que não haja queda na qualidade e quantidade do produto, bem como na arrecadação do município, gerada pela produção do queijo.  

Para o produtor, Tiago Fraga Brun, 30 anos, a expectativa é grande em relação aos benefícios da indicação. “A nossa produção é de aproximadamente 15 queijos diários, pelo que eu pude entender aqui com as explicações, ganhando identidade, selo e padronização, o nosso lucro e produtividade podem ser bem maiores”, comenta Tiago.

 O analista do Sebrae de Goiás, João Luis Prestes Rabelo, 37 anos, que esteve presente nas orientações, explica que o próximo passo é fazer um diagnóstico de dados. Levantamentos de onde estão os produtores, quanto produzem, como é feito o processo de fabricação, quantidade produzida por dia e por semana, pontos de venda, perfil dos produtores e o histórico do queijo será realizado. “Após fazermos o levantamento, será elaborado um plano de ação a partir de uma cooperativa que está encabeçando este processo”, pontua o analista. O período estimado para que haja todas as mudanças é de três há quatro anos.

João também enfatiza que é importante o início dos trabalhos do serviço de inspeção municipal para acompanhar e despertar melhorias em quem já está produzindo o Queijo Cabacinha. De acordo com o Sebrae, este produto já é diferenciado e possui muita procura e isso ainda sem realizar ações de marketing. “Agora, o que temos que fazer é reconhecer o que já é feito. Se já é um produto tão famoso, imagina quando começarmos a divulgar, levar para feira, exposição, rodadas de negócios. Expandiremos ainda mais o nome e fama do Queijo Cabacinha”, finaliza.

Ao todo, foram quatro encontros nos últimos meses que reuniu produtores, representantes dos municípios vizinhos, sindicatos, cooperativas, e outras entidades. No Brasil, há apenas 55 Indicações Geográficas, este título confere qualidade, credibilidade e autenticidade ao produto da região que, se registrado, passa a ser reconhecido nacionalmente e assegura proteção jurídica em relação ao nome geográfico.

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