Por Marcos Cardial | Assecom AIA
Laury Souza | Assecom AIA
Os assentados do Assentamento Córrego Rico, em Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá), viveram um dia histórico marcado por emoção e conquista. Após 27 anos de espera, pequenos produtores rurais receberam os títulos definitivos de propriedade, garantindo segurança jurídica e abrindo novas perspectivas para o futuro.
A entrega dos documentos foi realizada pelo prefeito Jacson Niedermeier, acompanhado da secretária municipal de Agricultura, Virgínia Machado, e dos vereadores Adão da Madeireira, Clodoaldo Fernandes e Renato Lopes. A solenidade aconteceu no Bar da Zilma e reuniu moradores e lideranças locais em um momento de celebração e reconhecimento.
Durante o evento, a ex-prefeita Noemia Niedermeier relembrou o início da história do assentamento, criado durante sua gestão, e se emocionou ao ver o sonho dos produtores se concretizar com a entrega da documentação definitiva.
O prefeito Jacson Niedermeier destacou a importância da regularização fundiária para a comunidade, classificando o momento como um marco histórico. Ele também ressaltou a parceria entre o município, o Incra, o Poder Judiciário e o Cartório do Primeiro Ofício, fundamental para viabilizar a entrega dos títulos.
A secretária de Agricultura, Virgínia Machado, enfatizou que a conquista é resultado de um esforço coletivo e reforçou que, com a documentação em mãos, os produtores passam a ter mais oportunidades de crescimento, especialmente no fortalecimento da produção e da comercialização de alimentos.
O chefe da Unidade Avançada do Incra em Rondonópolis, Vandilson Silva, destacou a atuação do órgão e lembrou o empenho conjunto de todas as instituições envolvidas no processo de regularização do assentamento.
Entre os beneficiados, a emoção tomou conta. A produtora Lucélia Borges celebrou a conquista: “Feliz demais. Faz quase 30 anos que estamos aqui. Estou muito feliz. O sentimento é de gratidão. Nem vou dormir essa noite”. Já Ronilson Nogueira destacou a importância do documento: “É muito importante. A gente precisa trabalhar a terra e, com o título, conseguimos acesso a financiamento e a certeza de que somos donos de fato”, completou.